13.6.09

time

I'm so tired lately.
I'm not even dreaming. Words just cant come out.
Total blank.
Bem que dizem que a filosofia surgiu quando o homem teve mais tempo livre.
E também dizem: com o trabalho vem a ignorância.

Janine
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31.5.09

jealousy

Without trust there’s no love. Jealousy, yes, jealousy will drive you mad.
This feeling that penetrates all my body, that makes my eyes narrow and my lips form a tight line. All you can think about is it. It flows on your veins, like poisoned blood. It makes you want to scream, to yell. It makes you rigid and severe. Nothing seems fun anymore. Clouds become dark, fire burns and ice freezes. You remain still, trying to figure it out, but inside you every single cell on your body is agitated. It’s frantic. It’s jealousy.
How can you want someone to yourself? All of him. Entirely yours. You want his eyes focusing on you, his lips desiring yours, his nose only smelling your perfume, his years only listening to your words. That sickening possessive feeling makes you want to be the center of the universe. The whole reason for his existence.
If there’s someone else, you wanna try your best and win. You wanna be his, the only one. How can you feel so sad like that? How can that dominate who you are? Why can’t we understand our feelings? Why do feelings even exist? How can love be tied up with such a feeling? It’s such a contradiction.
Good thing that for me it passes quickly. Or not.

Janine
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27.5.09

desabafo

Até onde vai a corrupção do homem?
Sua depravação?
As vezes perco a força e a esperança de que esse mundo pode mudar.
O homem me entristece,
me decepciona,
me aflige.
Me revolta a sua capacidade perversa,
sua maneira de contornar a justiça,
sua impunidade.
There is no devil. There is only mankind.
I’d like to believe in equilibrium. But sometimes, I lose my strength.
I lose my breath.
I lose my will.
A tear drops. Unwillingly. I cry, worried, for those who don’t even deserve it.
O quão triste ficarei ao contemplar as coisas ao meu redor?
Please, world, end soon. Change soon.
Não ficamos apenas com medo de sair, hoje em dia, ficamos com medo de ficar em casa. Que tipo de mundo é esse?
Crimes não são coisas comuns. Essa depravação infinita, imutável... Não poderia ser da natureza do homem, pensava eu. Mas em tempos assim, penso que essa deve ser a verdadeira natureza do homem.
Essas lamentações pessimistas me ocorrem de tempos em tempos, quando algumas coisas se tornam tão graves a meu ver, que desejo nada, além do súbito silêncio. Às vezes as lamentações passam rápido. Às vezes se delongam. Às vezes são silenciadas por uma alegria de viver. Na maioria das vezes perdem argumentos para o amor. Mas nunca são esquecidas. Por isso, as deixo aqui.

Janine
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25.5.09

knowledge

"Hoje em dia, o conhecimento está aí, para quem quiser", ou foi algo assim que eu ouvi, um dias desses. Imediatamente anotei num papel: "conhecimento de verdade".
O conhecimento hoje é algo difundido entre todos? Quem disse aquilo na primeira linha achava que sim. Todos têm acesso ao conhecimento, não? Pelo menos todos que quiserem podem ir para a escola, faculdade etc.
Porém, não falando sobre a estrutura educacional do Brasil, o que eu fiquei pensando era sobre algo mais amplo: o conhecimento em si. O que nos é ensinado? No mundo todo? Nos é ensinado o que quem está no poder queira que nos seja ensinado. Porém, mais do que teoria de ataques incessantes ao poder, eu pensei numa comparação com outras civilizações, de outras épocas.
Os egípcios e os gregos, para ser mais precisa. Qual era o tipo de conhecimento que eles passavam? De que forma? Tenho certeza que as coisas eram mais profundas e mais contemplativas do que as de hoje. Ninguém pensa sobre a vida, sobre os nossos mistérios. Aprendemos sobre matemática (sem saber o porque de nada), ciência (coisas que nem compreendemos de verdade) e hoje, a indispensável informática. Que tipo de conhecimento é esse? Que não capacita ninguém para pensar, só para fazer, como robôs?
Filosofia é coisa pra atoa, para os "estranhos". Antropologia é "aquela coisa chata", ou então, "o que é, mesmo?". Quem quer saber das coisas é "nerd" (com tom pejorativo). Quem conversa sobre alguns assuntos é logo pedido: "pára de filosofar e de ficar viajando. Tá doido?"
As antigas civilizações contemplavam assuntos maiores e, mesmo que nao tenham a cientificidade e a precisão de certas coisas que hoje o homem sabe, acredito que eles sabiam muito mais do nós sabemos hoje. E eram mais felizes do que somos hoje.
Think about it. What is knowledge for you? What do you really know?

Janine
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21.5.09

admiráveis felinos


O texto abaixo não é de minha autoria. Todos os créditos ao site de onde retirei (Saindo da Matrix) e ao autor (Artur da Távola)!
ODE AO GATO

"Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

Janine
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self respect

“Find a guy who calls you beautiful instead of hot,
who calls you back when you hang up on him,
who will lie under the stars and listen to your heartbeat,
or will stay awake just to watch you sleep...
wait for the boy who kisses your forehead,
who wants to show you off to the world when you are in sweats,
who holds your hand in front of his friends,
who thinks you're just as pretty without makeup on.
One who is constantly reminding you of how much he cares and how lucky his is to have you....
The one who turns to his friends and says, 'that's her.'”

Janine
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20.5.09

arbitrariedade

“The laws that keep us safe, these same laws condemn us to boredom. without access to true chaos, we'll never have true peace. unless everything can get worse, it won't get any better.”
Chuck Palahniuk (American freelance Journalist, Satirist and Novelist)

As palavras acima me remetem a duas coisas: teoria do caos e uma aula de constitucional que tive algum tempo atrás.
Não é novidade temática em filmes essas catástrofes e desastres, naturais ou não, que geram uma mudança na mentalidade humana, deixando-nos mais unidos e menos corruptos. (o bom de cinema é que funciona) Ora, precisamos de chegar ao caos absoluto para mudar? Unfortunately, i think so. Estamos "acomodados" nesse planeta de uma forma tão absurda, mas como sair disso? Como mudar? O filme "O dia que a terra parou" mostra algo similar. Estamos a beira da destruição do mundo e nao conseguimos parar. Assim, sincera e pesarosamente, espero que algo aconteça. "Unless everything can get worse, it won't get any better". And things really need to get better.

"if we never knew sorrow how can we know what's in the happiness?"

Porém, retomando a primeira frase da quote: "The laws that keep us safe". A cada dia que se passa na faculdade, mais decepcionada com as leis eu fico. Numa aula de Direito Constitucional, ouvi sobre uma "aberração jurídica" de interpretação feita pelo STF. Achei engraçado como o próprio guardiao da Constituição a usa para seus próprios interesses. A lei está lá, mas sua interpretaçao muda da água para o vinho de acordo com a chamada "conveniencia política". Oras, assim é fácil! Muito fácil governar. Sua vontade sempre será feita, mesmo que ela seja inconstitucional. Vejam a situação das medidas provisórias! A Constituição requer o caráter de urgência e relevância para que sejam criadas. Nunca vi uma MP que trata de assunto relevante e urgente.
A arbitrariedade de uma minoria dita as regras de toda uma população. Eles pregam ao povo: "e lei deve ser cumprida". Que tal começar por eles mesmos? Temos esse péssimo hábito de cobrar tudo de todos, menos de nos mesmos.

Do jeito que as coisas vão, acho bom true chaos chegar logo.

Janine
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19.5.09

where do we go from here?

"The most important in this life,
is not to know where one is,
but where one is going"
Goethe
Sinto que estamos sem propósito. Sem noção de onde ir. O que fazer. Porque vivemos? O mundo frenético me impõe um modo de vida. Nao é o que eu quero. Saber, trabalhar, comprar.
O que ganhamos com isso?
Knowlegde is the only gift we have.
Mas nem isso sabemos usar. Usamos o conhecimento para gerar mentes obsoletas, obscuras e incapazes de pensar e criticar. Instrumentalizamos tudo a nosso favor. Para que?
Com qual propósito?

Janine
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18.5.09

eternalcontradiction

"Man is a pendulum between the smile and the tears"
Byron


In the happiness and in the sorrow I shall live. Man is that: both evil and good. I'm not one. I am me and you. I have light and darkness. In the cold, I can find fire. Earth and air. We're all one. Walking, living and breathing contradictions. Dont try and deny it. We are nothing but everything.

Janine
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intangível realidade


"The unreal is more powerful than the real, because nothing is as perfect as you can imagine it. because its only intangible ideas, concepts, beliefs, fantasies that last. stone crumbles. wood rots. people, well, they die. but things as fragile as a thought, a dream, a legend, they can go on and on.”
Chuck Palahniuk quotes (American freelance Journalist, Satirist and Novelist.


How long shall I live on dreaming? The place of the desperate is inside my mind. yume mitai ... (feels like dreaming) What is real?

Janine
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Janine [Jan, Jenny, Nine] . 19 anos . Minas Gerais, BH . Direito . Japonês . clumsy . silly . hopeless romantic . d-i-f-f-e-r-e-n-t . unique . big city girl . in love . full of thoughts . willing to change the world .

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